quinta-feira, 4 de março de 2010

Observações minhas sobre o I Encontro de Negras Jovens Feministas em Salvador

Eu tive o privelégio de participar do I Encontro Nacional de Jovens Negras Feministas realizado em novembro do ano passado em Salvador e confesso que me senti profundamente tocada ao ter conhecimento de tantas articulações interestaduais ao mesmo tempo, apesar de militar desde a minha adolescência nunca havia participado de conferências, simpósios, palestras em outros estados e sempre atuei nos acontecimentos apenas em minha cidade e no interior do estado de São Paulo.

Sempre dei preferência para outras companheiras do movimento participarem em atuações interestaduais e devido minhas atividades acadêmicas, muitas vezes não podia interrompe las para garantir a participação nesses encontros, mas foi grande valia poder conhecer tantas garotas autuantes e poder compartilhar também das problemáticas que envolve cada estado participante do Encontro e compreender que muitos deles, apesar da distância se assenelham as nossas problemáticas cotidianas, em meus 24 anos nunca tinha conhecido alguém do estado Amapá e lá tive essa oportunidade e isso foi ímpar tanto como futura jornalista como militante do movimento negro há quase dez anos, sinceramente isso me fortalece como ser, pois todos os estados brasileiros se destacaram de uma forma atuante e positiva.

Admirei muito a articulação Feminista Negra das das Baianas, das Cariocas, das Brasilienses e de todas as envolvidas no encontro. Sabemos que temos lá nossas divergências políticas, mas, ao fomentarmos políticas públicas inclusivas para a Mulher Negra Jovem Brasileira na Saúde, na Empregabilidade, na Educação, no Empreendedorismo não podemos olhar e nem se importar com esses valores que se tornam tão minuscúlos ao termos noção da grandiosidade do que juntas articulamos e ainda podemos articular.

Fiquei muito impressionada com as baianas que são mestres e até doutoras em determinadas áreas, mas continuam mantendo a essência e a tradicionalidade artistíca de seu estado, entre um e outro coffee breack elas íam alinhavando suas batas e tirando a medida dos colares, isso me remeteu aos meus tempos de adolescente, época que bordava, mas ao chegar na acadêmia acabei perdendo o costume e imperceptívelmente interrompi essa habilidade que aprendi desde a infância, como a hospitalidade que cada uma delas nos proporcionaram.

Como em todo encontro de movimentos sociais, esse também teve algumas divergência de idéias, isso é normal, até porque era muita intelectualidade reunida junta e, mesmo assim tivemos uma boa produtividade e ele serve de experiência para os próximos serem melhor, afinal de contas esse foi o primeiro e já rendeu frutos ao coseguir reunir tantos estados ao mesmo tempo e dar acesso para as discussões feministas para as garotas que muitas desconhessem o que discutimos e como funcionam as relações institucionais entre ongs e governos e organização do centário internacional, então com certeza essa foi a oportunidade e eu pude conferir de perto, como tudo aconteceu....

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